Manual de Metodologia da Investigação Científica

 

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Domínguez Granada, Benjamín. Manual de Metodología de la Investigación Científica. Chimbote. Perú, 2015

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A metáfora

in O carteiro de Pablo Neruda.

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Linguagem corporal: Guia completo

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Educação literária. Você já ouviu falar?

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Todos – família e escola – são responsáveis por transformar as crianças em leitores competentes, diz a jornalista e escritora Januária Cristina Alves

Educação literária é aquela capaz de transformar pessoas em leitores competentes, ou seja, naquele leitor que não apenas entende as palavras de um texto, isoladamente, mas também compreende seu contexto e utiliza suas referências para apreendê-lo. Quem explica é Januária Cristina Alves, escritora com mais de 40 livros para crianças e jovens publicados no Brasil. Educar literariamente as crianças, afirma, é função não apenas das escolas, mas também dos pais. “Todos somos os mediadores da leitura do mundo de nossas crianças”, diz.

Antes de se render à literatura, Januária Cristina Alves trabalhou como jornalista, roteirista do incrível Bambalalão – programa infantil da TV Cultura que, na década de 80, reunia contação de história, teatro, teatro de bonecos, música, artes plásticas e brincadeiras – e foi colaboradora da Mauricio de Sousa Produções, onde fez roteiros de histórias da Turma da Mônica. Em 1990 recebeu o Prêmio Wladimir Herzog de Direitos Humanos, pela criação do Sport Gang, a primeira publicação infantojuvenil com foco em esporte e ecologia, e em 2014 ganhou o Prêmio Jabuti com Para Ler e Ver Com Olhos Livres, da Editora Nova Fronteira, na categoria Didáticos/Paradidáticos.

Confira a seguir, a conversa com Januária:

O que é educação literária? É um conceito antigo ou mais contemporâneo?

Educação literária, como um conceito mais estruturado, é algo recente, que surge com os estudos de teoria literária que investigam as questões da leitura e da formação do chamado leitor competente. Ou seja, aquele que não só compreende as palavras, mas é capaz de ler um texto, compreender o seu contexto, dar-lhe um sentido com base em suas referências e ainda compartilhá-lo socialmente. A educação literária pretende formar esse leitor competente.

Quem deve cuidar da educação literária de uma criança? Qual é o papel da família e da escola nesse processo?

Todos nós podemos e devemos cuidar da educação literária das nossas crianças. Segundo nosso educador maior, o pernambucano Paulo Freire, a leitura do mundo precede a leitura da palavra, ou seja, todos somos os mediadores da leitura do mundo de nossas crianças. Ler para elas, com elas, observar o que nos cerca e conversar, perguntar o que veem e como veem, tudo isso faz parte da educação literária. Sem falar que nosso exemplo é o maior instrumento dessa educação. Uma criança que observa seus pais e professores lendo, percebendo os fenômenos que nos cercam e tentando compreendê-los vai entender que a leitura não só é algo interessante, mas necessário para compreender a nós mesmos e ao mundo em que vivemos.

A última pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro, apontou que 44% da população brasileira não é leitora (pela metodologia, não havia lido nenhum livro nos três meses anteriores à realização da pesquisa). Como é possível reverter esse quadro?

A questão é complexa e, portanto, a solução também é. Para mim, ela passa pela valorização do hábito da leitura como condição cidadã, de apropriação dos nossos direitos sociais. Passa também pelo acesso aos livros – que ainda são objeto de luxo em nosso País -, pela condição leitora – ainda temos um porcentual altíssimo de analfabetos funcionais – e pela concorrência, cada dia mais acirrada, com as traquitanas digitais. Some-se a tudo isso o fato de vivermos numa sociedade que priviegia as atividades rápidas e superficiais, e a leitura exige tempo e um certo esforço de concentração e ensimesmamento, coisas difíceis de se conquistar nos tempos modernos. Grosso modo, uma das saídas passa, ao meu ver, pelo resgate da leitura como uma possibilidade de encontro, não só conosco mesmos, mas com os que nos cercam, lendo juntos, conversando sobre o que lemos, trocando livros. A boa e velha experiência dos clubes de leitura.

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(2015). [e-Book] After Access: Libraries & Digital Empowerment: Building Digitally Inclusive Communities. Chicago, ALA.

 

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