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O Governo francês vai proibir o uso do telefone móvel na escola primaria (até aos doze anos) por motivos de saúde. A medida serve  para proteger os menores do possível dano das ondas electromagnéticas que emitem estes aparelhos e cujos efeitos ainda não foram determinados.

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Veja este excelente flash sobre as ondas magnéticas.

Já nos anos oitenta quando começaram a chegar às escolas os hoje esquecidos vídeos VHS, muitos acreditaram que com eles chegava a revolução educativa. Porém esses aparelhos nunca passaram de  um complemento, muitas vezes marginal, da maneira clássica de ensinar e aprender. A própria televisão passou ao lado da escola. Nunca se educou com a TV nem para a TV… se pensarmos que ainda hoje os nossos filhos a vêm cerca de 4 horas por dia…  e sem qualquer sentido crítico, percebemos melhores algumas coisas… serve isto  para chamar a atenção, ressalvando as distâncias, de que as ferramentas tecnológicas, por si só, não significam nada, sobretudo numa aula.Por isso, muitos especialistas e professores que há anos trabalham em escolas com as novas tecnologias, quando se lhes pergunta a sua opinião sobre o Plano Tecnológico da Educação, colocam a ênfase no como se vão usar os computadores e a Internet, no como oferecer novas formas de aprender. Muitos docentes apresentam numerosas dúvidas, sobretudo, porque  não se conhecem bem, as escolas não conhecem bem, os detalhes do plano, mas bem feito, com os meios suficientes e uma boa formação de professores, a implicação desses docentes, dizem, poderia acabar por ter um efeito muito, mas muito importante no sistema educativo.

O plano prevê dotar todas as escolas dos 2.º e 3.º Ciclos e Secundárias de banda larga (100 Mb / download e upload) em todas as salas de aula, sobre fibra óptica; rede segmentada em 3 (alunos, professores e serviços administrativos); wifi em toda a escola; 2 alunos por PC; 1 projector de vídeo por sala de aula: 1 quadro interactivo por cada 3 salas de aula. Vídeo vigilância.O plano está em curso e tem como meta o ano de 2010.

A isto há que somar as iniciativas recentes e também elas em curso: a e-Escola e a e-Escolinha. Portáteis para todos os alunos do 1.º Ciclo ao Secundário. No caso dos alunos dos 2.º- 3.º Ciclos e Secundário o portátil é também para professores e todos com plano 3 G de acesso à Internet. No 1.º Ciclo a ligação à Internet é opcional. Os PCs são dos alunos e têm-nos em casa e podem levá-los para a escola.

Para breve a abertura do Portal de recursos do Ministério da Educação. O e-portefólio digital dos alunos (facultativo) já está disponível para os alunos dos 9.º e 8.º anos na plataforma Moodle. Prevê-se que também os professores construam o seu.

A Plataforma Moodle está em todas as escolas, tal como o Joomla (CMS) disponibilizados pelo Ministério da Educação. Ambas plataformas livres.

O Software Livre (parente pobre) tem um sítio oficial de apoio pela primeira vez e é promovido sem grandes resultados, por razões óbvias e que por ora me abstenho de tocar, mas que lamento. Olhe-se para o Reino Unido para a Espanha, países com muitos menos recursos que nós e vejam-se as políticas implementadas… (para só nomear estes). Sim porque tudo isto de que falamos tem a ver com políticas.

Em 2010 e a cumprirem-se as metas estaremos realmente entre os 5 primeiros países da UE.

O Ministério da Educação devia perceber que todo este projecto tem que ter como um dos seus principais pilares a formação de professores, isto num sistema educativo no qual convivem hoje métodos diversos, métodos de ensino do século XIX -com professores que se dedicam a ler o manual na turma-,  com métodos do século XXI -apoiados nessas novas tecnologias- e com um imenso grupo a metade do caminho. O M. E. devia saber que o objectivo, directamente, é dar uma volta à escola, à forma de ensinar e aprender, e reconhecer que a mudança será gradual. As escolas têm que saber de forma clara o para quê do PTE.

A teoria mais recorrente, repetida muitas vezes nos últimos anos, é a de que já não é o professor que tem a informação e se apresenta aos alunos para que a assumam, a organizem, a associem nas suas cabeças e a recordem. Agora é o aluno quem tem acesso a muito mais informação da que o professor alguma vez sonhou. Mas o acesso à informação não lhes garante por si nenhum tipo de aprendizagem. Há que gerir o acesso, o contraste e a elaboração e discussão dessa informação e a realização de actividades que desemboquem num desenvolvimento de capacidades, habilidades e aprendizagens nos alunos. E tudo isto deve ser, tem que ser dirigido pelo docente. Falo de novos saberes, de novas competências de uma nova atitude, de um novo perfil de professor. De novos formadores como tenho vindo a dizer. Definam-se perfis, metas e tempere-se com exigência. Reformule-se o sistema de formação com coragem. Todos sabemos que a formação, que exige novos actores, tem que ser permanente e não balizada no tempo. Os centros de formação como estão não o garantem. Deveríamos ter formadores profissionais e a tempo inteiro. Ficava mais barato ao sistema e havia quem responsabilizar. Mas não, persiste-se nos erros, e acaba-se com estruturas que garantiam o apoio de proximidade com a necessária celeridade, falo dos Centros de Competência. Estes sim apoiavam a tempo inteiro e quando necessário as escolas. Para além de, e muito bem, acelerarem a utilização das TIC nas escolas sem rupturas e respeitando os ritmos de cada escola. Estavam montados, no terreno e com cobertura nacional. O desafio era optimizar a sua acção de forma a darem a melhor resposta aos desígnios nacionais para a educação.

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Pelo terceiro ano consecutivo, é público o boletim referente ao Universo Digital, projecto que quantifica os conteúdos digitais na Rede. Em 2007 os dados da Internet estimavam-se em 161 biliões de gigabytes.

O aumento da informação na Rede durante 2008 excedeu em 3% as previsões para esse ano e entre as novidades para este ano de 2009 prevê-se que o actual número de 487 biliões de gigabytes duplique nos próximos 18 meses.

Este post reproduz, de forma sintética, alguns dados importantes da reportagem de Kátia Catulo do, e no jornal I , de 15 de Maio de 2009, sobre o assunto em epígrafe. A notícia decorre do facto de uma psicóloga (Eduarda Ferreira) de uma escola de Setúbal ter decidido fazer dos telemóveis um instrumento de trabalho, dos alunos.

O sítio dos professores adeptos do uso do telemóvel nas actividades lectivas, na escola ou em casa, fica aqui: www.m-escola.com

Relatório E-Generation

  • Quase todos os jovens têm um telemóvel – no grupo dos 13 aos 15 anos, são 96,6%; dos 16 aos 18 anos, 99,0% – , segundo um estudo do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (2007)
  • Seis em cada dez alunos mantêm o telemóvel ligado na escola
  • A maioria dos jovens tem quase sempre o telemóvel ligado; só em situações específicas é que alguns o desligam: nas aulas (40,8%), no cinema (39,7%), enquanto estudam (18,6%) ou em família (às refeições, a ver televisão, etc.: 11,4%)
  • Os jovens dizem receber chamadas e mensagens “muitas vezes” (18,8%) ou “algumas vezes” (56,3%) mesmo quando já estão deitados.

Possíveis usos do telemóvel na Escola, (sugestões de alunos):

  • Usar a câmara para fotografar o quadro com a matéria;
  • Fazer vídeos para registar visitas de estudo;
  • Marcar as datas de exames na agenda;
  • Configurar o alarme para lembrara que há trabalhos de casa para fazer;
  • Usar a Internet para pesquisar;
  • O Bloco de notas para apontamentos;
  • O bluetooth para partilhar ficheiros ou o gravador para reproduzir a aula em casa

“Os miúdos usam o telemóvel em todos os lugares menos na escola. O aparelho faz parte da identidade dos adolescentes”, diz Eduarda Ferreira.

Isto é o que promete Approbo, uma nova aplicação gratuita na rede pensada para encontrar plágios de qualquer documento no ciberespaço. Ou melhor dito, se um mesmo texto se encontra repetido em alguma página web, seja total ou parcialmente, e para além disso mostrar claramente onde se encontra repetida a informação em questão.

Mais informações e detalhes aqui. Muito interessantes e pertinentes alguns comentários… dos nossos amigos espanhóis.

Estive hoje na ESA a convite da Fundação para a Computação Científica Nacional para falar com cerca de 200 jovens sobre segurança na rede e sobre o projecto SeguraNet.

Comigo a Fundação para a Computação Científica Nacional, a Polícia Judiciária e a Associação Fonográfica Portuguesa.

Aqui ficam as apresentações dos intervenientes.

O estado da Califórnia, nos EUA, quer ser um dos primeiros no mundo a disponibilizar às escolas livros digitais gratuitos.
O governador californiano, Arnold Schwarzenegger, apresentou um ambicioso plano para reduzir os custes educativos à base de livros digitais e gratuitos, que se oferecerão em bibliotecas públicas de todo o estado.

“Em tempos de crise devemos procurar formas inovadoras de poupar dinheiro e melhorar os serviços” assinalou Schwarzenegger num comunicado.

Difícil implementação

Apesar das boas intenções do projecto os livros de texto na Califórnia são objecto de controvérsia, e existe uma grande quantidade de entraves políticos e burocráticos para uma iniciativa deste calibre.

Actualmente existe bastante material gratuito em forma de texto digital na Internet, pelo que o principal desafio consiste em compilá-lo, ordená-lo e editá-lo para que cumpra as exigências mínimas do estado. A Califórnia possui uma das leis mais exigentes para a avaliação de conteúdos para livros de texto.

A  intrincada burocracia estatal é outra das razões pelas quais Schwarzenegger decidiu limitar o esforço ao departamento das ciências e matemáticas, segundo afirma a web de novas tecnologias Ars Technica num artigo.

O estado da Califórnia possui um dos melhores sistemas educativos públicos dos Estados Unidos, com algumas das suas instituições, como a Universidade da Califórnia em Berkeley, muito bem posicionadas nos rankings mundiais.

Decorreu hoje em Viana do Castelo o II Encontro de Coordenadores de Bibliotecas Escolares.

A convite da Rede de Bibliotecas Escolares, estive presente, com uma comunicação subordinada ao tema: Segurança na Internet: Uma Questão de Educação.

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tic A WEB  usada correctamente constitui-se como o recurso mais notável no processo de ensino e da aprendizagem de todos, alunos e professores.

A Internet, a REDE/WEB  é uma poderosa ferramenta educativa, mas todavia muitos estudantes vêm nela o paraíso do corta e cola, grátis, fácil e rápido.

Nem as enciclopédias nem os pais. A Rede é a primeira fonte a que os jovens acorrem para obter informação na hora de fazer os  trabalhos em casa. É já a opção número um para a maioria dos alunos  entre os 12 e os 21 anos, penso. Uma boa percentagem de menores usa-a, maioritariamente, como apoio ao estudo, suponho também.

A grande questão é como a usam.  Antes iam à  biblioteca e se queriam copiar, podiam, mas necessitavam  de mais esforço: demoravam meia tarde a reproduzir com a sua própria letra o que liam nos livros, e terminavam percebendo parte do trabalho. Agora não. E há exemplos grotescos. Há alunos que copiam até o nome da autora original, que era uma mulher. Não lêem sequer o que copiam. Alguns são mais espertos e ao menos parafraseiam, mas pouco mais. Ou, como já me aconteceu quando dava aulas de Literatura no ensino secundário: Alguns alunos  escrevem, usam palavras que nem sequer percebem. Coisas como ‘pessimismo existencial’, ‘aqui se percebe a influencia de Kafka’ ou um ‘neste fragmento observam-se ecos surrealistas’. O professor sabe perfeitamente quem maneja esses conceitos e quem não.

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