Caixa de ferramentas | recursos educativos abertos

Open Educational Resources (OER) Toolkit | Novembro 2019

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Esta caixa de ferramentas (toolkit) sobre recursos educativos abertos, criada pela Associação Americana de Bibliotecários Escolares (AASL) está organizada em cinco cenários, que são apresentados, a partir de personagens tipo, seguindo-se algumas questões de reflexão que permitem consolidar a informação veiculada no cenário.

O objetivo principal deste documento é ajudar os bibliotecários escolares a compreender o processo de curadoria e criação de REA para as suas escolas.

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Literacia da informação / pesquisa, reflexão e aprendizagem

Universidade de Brasília | 2012

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Como lemos

2019

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O Caminhar na Educação: Narrativas de Aprendizagens, Pesquisa e Formação

2020 by Atena Editora

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Caminhos híbridos, ubíquos e líquidos de vivência e aprendizagem

De pronto, a leitura deste livro desperta, entre outros, o sentimento sereno e feliz do nomadismo. Viajar é preciso. Quais viagens e por quais caminhos? As respostas também vêm de pronto. Os espaços são múltiplos e se multiplicam porque hoje as viagens não se realizam apenas nos deslocamentos geográficos, em visitações de paisagens físicas e humanas. Fazem-se também no contraponto contínuo dos deslizamentos propiciados pela arte dos cliques nos espaços informacionais em que o existir se torna líquido.

O que é viver, ensinar, pesquisar, formar e entregar-se à aprendizagem contínua, incessante, desbravadora e corajosa que tira proveito da cibercultura, essa cultura híbrida em que o físico e o digital se cruzam, se interpenetram e nos transformam em seres híbridos e ubíquos. Eis o que este livro-jornada nos apresenta. Comecemos pela viagem.

Emprestei a exortação “viajar é preciso” de um texto guardado na memória, inesquecivelmente lindo, assinado por Sergio Paulo Rouanet, texto que introduz a viagem do autor pelos escritos de Walter Benjamin. Viajar é preciso porque a razão viva, metabólica, que não se entrega aos hábitos entorpecidos, é razão nômade, aquela que também aprende nos deslocamentos geográficos que explora. Só humanos viajam. Animais não viajam, migram para fugir aos rigores do inverno. Mesmo os humanos que ficam, não viajam, são diferentes das plantas que têm raízes e dos bichos que não podem sobreviver fora de seu ecossistema. Por isso, viajar é um ato de liberdade. Precisamos, sim, partir para os prazeres do trânsito, das descobertas e do retorno. Viajar, de fato, é retornar transformado.

Existe, entretanto, um outro tipo de viagem, aquele que fazemos sem sair do lugar, ou seja, nossas viagens pelas circunvoluções do pensamento. Pensar é preciso. C. S. Peirce dava a isso o nome de musement cuja tradução em português é a palavra, pouquíssimo usada, uberdade para significar fertilidade, valor em produtividade do pensamento. É uma certa ocupação agradável e refrescante da mente, uma espécie de devaneio, contanto que retiremos desse termo a ideia de fantasia e de sonhar acordado, um devaneio, portanto, que não é movido pela imaginação pura e simples, mas pelo desprendimento, pela entrega ao puro jogo do pensamento.

Trata-se de um jogo sem regras, a não ser a verdadeira lei da liberdade que pode tomar a forma da contemplação estética ou da construção de um castelo puramente mental.

Se você se entregar a esse tipo de puro jogo meditativo, com a candura que lhe é própria, chegará a um ponto em que atento ao que está em torno e dentro de você, iniciará um diálogo consigo mesmo. Isso é o que constitui a meditação.

Entretanto, além da meditação, existe um outro tipo de trilha para essa modalidade de pensamento, quando se trata do engendramento das ideias. É o pensamento que brinca, que joga consigo mesmo, que viaja meio ao léu sob os comandos dos demônios indomesticáveis das associações de ideias até encontrar uma paragem de visitação em uma ideia que brilha como um achado. Algo próximo daquilo que Walter Benjamin chama de “iluminação profana”. Nascem assim nossas boas ideias, ou pelo menos aquelas que são nossas e que estão nos germens de nossos escritos.

Escrever, contudo, é uma outra viagem. Escrever é preciso. Quando nos deslocamos do solo pátrio e da língua pátria, nossa língua mãe, para outras paragens nas geografias do mundo, tornamo-nos tradutores da língua e da cultura do outro em miragens de cultura própria. Assemelhamo-nos, assim, a forasteiros que lutam para se sentir em casa, pisando um chão que não lhes pertence. Ainda dormimos debaixo de estrelas, mas elas não são as nossas.

Escrever também é uma espécie de tradução. Traduzir pensamentos vagos e ainda incertos em pensamentos articulados, traduzir a fala alheia admirada em fala própria, traduzir a utopia do querer dizer em algo que se diz inelutavelmente incompleto. Em suma, escrever é sempre um ato de coragem. Enfrentar o papel ou a tela branca é como enfrentar um touro à unha, como já dizia Décio Pignatari.

São três os tipos de viagem e de caminhos acima esboçados, caminhos em que cidadãos que somos da cibercultura, nossa vivência é ubíqua pela habitação entrecruzada e híbrida de dois espaços simultâneos: o físico e o ciber. Em primeiro lugar, a viagem pelos espaços e caminhos geográficos nas visitações de paisagens humanas nas quais buscamos nos integrar. Em segundo lugar, as viagens pelas arquiteturas líquidas e moventes do pensamento em busca de sua autotransformação. Em terceiro lugar, a viagem da escritura, entre tensa e prazerosa, atividade em que viver e escrever tornam-se irmãs siamesas, o que nos faz lembrar Sherazade, aquela que conta histórias para sobreviver. (…)

Fonte.

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O novo modelo de biblioteca após a crise do Covid-19

Muitos estudantes, professores e investigadores forçados pela pandemia do COVID-19 a trabalhar em casa em tempo integral, passaram de visitantes digitais a residentes digitais.

Photo by Lilibeth Bustos Linares on Unsplash

O tema ” Visitantes e residentes digitais ” é um conceito simples de definir, mas com muitas implicações profundas na maneira como abordamos a investigação, o ensino e o trabalho em bibliotecas.

Por exemplo, um aluno pode usar o email quase que exclusivamente para o trabalho na sala de aula e para receber mensagens do corpo docente, mas somente quando for absolutamente necessário. Para ele, essa é uma atividade de “visitante digital”. Da mesma forma, podemos usar o YouTube para estudar, fazer upload de vídeos para amigos e familiares e assistir a entretenimento e notícias. Ela se sente muito confortável com isso em todos os aspetos de sua vida. Então, você é um “residente digital” do YouTube. Muitos de nós somos híbridos; Em algumas situações, podemos ser visitantes digitais, enquanto em outras situações somos residentes digitais.

O que descobrimos durante a crise do COVID-19 foi que muitas pessoas que trabalham em educação e bibliotecas e muitas das comunidades atendidas foram forçadas a mudar, muito rapidamente, do uso de ferramentas digitais como visitantes para adotá-las como residentes. .

E como podem eles entender a transição? Quem pode ajudá-los a deixarem de ser visitantes e a tornarem-se residentes quando isso implica entender essas mudanças importantes?

Bem-vindo à  Biblioteca de novos modelos . Um projeto que oferece à equipa de pesquisa da OCLC a oportunidade de discutir com os líderes mundiais da biblioteca as mudanças que foram feitas nas práticas e políticas da biblioteca para acomodar as suas comunidades durante a pandemia do COVID-19. E onde os líderes da biblioteca também podem refletir sobre como uma Nova Biblioteca Modelo pode evoluir para além dessas mudanças.

Os bibliotecários vêm fazendo isso há décadas. Talvez para sempre, dependendo de como encaramos. Quando existem novos “contêineres” para informações, estamos ajudando os visitantes e os residentes a descobrir como usá-los. Para as pessoas de nossa geração, a biblioteca costumava ser o primeiro lugar em que usamos copiadora, impressora ou videocassete. Para muitos outros, era, e às vezes ainda é, o único local em que eles puderam ir para aceder a um computador e, mais tarde, à Internet.

Os bibliotecários sabem como ajudar a avaliar as necessidades de iniciantes digitais, trazê-los às ferramentas e recursos certos, fornecer bons mapas e estabelecê-los como residentes ou visitantes digitais de sucesso, o que for apropriado para eles, nas suas viagens.

Aconteça o que acontecer depois do COVID-19, sabemos que um grande número desses novos “residentes digitais obrigatórios” não recuará. No início, eles podem não se sentir à vontade para fazer o dever de casa on-line. Mas os seus empregos, escolas, universidades exigirão e pedirão mais.

E para alguns deles, a biblioteca será o único lugar onde eles estarão completamente, digitalmente “em casa”. Já estamos a ver novas rachaduras no fosso digital. Laptops, smartphones e Wi-Fi doméstico que podem funcionar bem para fins casuais ou de entretenimento … que podem funcionar para um adulto verificar emails ou navegar na Web de uma maneira mínima … não serão suficientes para manter uma família inteira de residentes digitais. Essas pessoas podem precisar “viver” na sua biblioteca por um tempo.

Isso será válido para alguns desses novos residentes digitais da New Model Library encontrarem a sua casa enquanto aprendem a navegar num mundo onde a escola, o trabalho e a vida estão mais online do que nunca.

Já somos muito bons nessas coisas. Nós somos bons a partilhar. Nós somos bons a aprender. Somos bons no virtual e eletrónico. Agora, precisamos ser ainda melhores e mais determinados, pois temos que ajudar os novos residentes a encontrar o seu lugar.

Fonte.

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