Percursos de Mudança nas Práticas de Avaliação Pedagógica – Uma Comunidade de Aprendizagem em Contexto do EduFor – Projeto MAIA | e-Book

2021

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Introdução

No âmbito do Projeto MAIA, um grupo de professores do AE de Sátão teve a oportunidade de refletir sobre a interligação entre ensino, aprendizagem e avaliação que são “três processos pedagógicos incontornáveis que devem ser devidamente compreendidos por todos os intervenientes nos sistemas educativos”1 (Fernandes, 2020, p3).

Ora, qualquer mudança que se queira produzir no sistema, necessita primeiro de um conhecimento do mesmo e de uma reflexão profunda sobre os aspetos que devem conduzir à sua melhoria.

No caso da avaliação, a mesma tem de estar ao serviço de quem aprende (idem) e não de outras agendas, sejam elas a tradição ou as conceções pessoais de educação e de escola. Este pode considerar-se um Projeto de Investigação-Ação, onde os resultados visam um melhor conhecimento da realidade em estudo que potencie uma intervenção eficaz na construção de processos de mudança participada e partilhada pelos principais interessados.

Investigação que se faz tendo em vista a compreensão da realidade para promover Ação, isto é, um conjunto de intervenções numa determinada comunidade orientada para a melhoria de um determinado aspeto (Coutinho, 2009).

Na sua dimensão emancipatória e/ ou transformadora, os projetos de investigação-ação implicam um ciclo de melhoria contínua, marcado pelas seguintes etapas: Observar, Refletir, Agir, Avaliar, Modificar e Progredir para novas direções. McNiff e Whitehead (2006) definiram do seguinte modo as perguntas-chave do seu método de investigação-ação:

O que estou fazendo? (What am I doing?);

O que necessito melhorar? (What do I need to improve?)

Como vou melhorar? (How do I improve it?).

Com este Projeto, pretende-se:

Mudar o paradigma da avaliação, considerando-a para lá do seu caráter meramente sumativo;

Envolver os alunos, levando-os a serem agentes comprometidos na construção das suas aprendizagens;

Usar o erro para melhorar as aprendizagens dos alunos e não para os penalizar;

Valorizar o trabalho do aluno e aquilo que ele faz melhor para lhe dar as ferramentas que lhe vão permitir ultrapassar as suas dificuldades.

Visa-se conhecer o modo como os alunos compreendem o processo de avaliação através da recolha da informação junto dos mesmos, nos diferentes ciclos, dando relevância à sua experiência, ao modo como essa experiência é vivenciada e pensada.

Ao mesmo tempo, pretende-se ressaltar as práticas docentes mais relevantes nos processos de avaliação e oferecer um conjunto de dados que conduza a uma reflexão aprofundada com potencialidades para conduzir a mudanças nas práticas individuais e coletivas, relativas à avaliação das aprendizagens.

Sobre Jorge Borges

Professor.
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