A escrita, ou, “Os adolescentes não são idiotas”

Grande conclusão a do último estudo da Pew Internet: os adolescentes sabem distinguir entre a literatura eletrónica e a literatura formal. Ou seja, sabem que escrever no ‘Messenger‘ é muito diferente de fazê-lo num exame.

E há mais: 73% opina que uma coisa não afeta a outra e 60% não crê que o primeiro caso se possa considerar ‘escrita’. Melhor dito, ‘literatura’. Não são idiotas, embora haja quem o pense.

A solução é muito mais simples. É questão de poupança, de economia e de utilidade. Sabem quando utilizar cada tipo de escrita. Diante do computador, com fins sociais, saem os ‘xq’, ‘:)’ e outros símbolos. Ante um exame, sabem que não podem utilizá-los, ainda que uma vez por outra lhes escape.

Também sabem como utilizar as muitas vantagens de escrever num PC para fazer os seus trabalhos. 57% aproveita o PC, porque é mais fácil rever e editar um texto. 63% crê que não afeta a qualidade do trabalho. Isso sim, uns 64% reconhecem que em ocasiões, quase sempre de forma acidental, utilizam símbolos informais em textos formais.

Haverá adolescentes que escrevem con mais correção e outros que o fazem pior. Mas não é culpa dos computadores, nem dos SMS, nem do ‘Messenger. É um problema de educação, como reconhece este estudo, e a tecnologia pode ser, se bem utilizada, a melhor ferramenta para corrigi-la.

Fonte: El Mundo

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Sobre Jorge Borges

Professor.
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