Um futuro colectivo, virtual e aberto

Um futuro colectivo, virtual e aberto

Uma iniciativa do The Millennium Project (World Federation of UN Associations) lançou o desafio de pensar o Estado do Futuro. Este trabalho, baseado no método delphi [pdf], procura explorar o futuro imediato. Neste caso particular consistiu em pensar a sociedade de 2030.

Para esta experiência convidaram-se 350 especialistas para reflectir acerca das alterações globais que dominam a agenda actual e o futuro imediato. Desta integração de boas ideias aqui se recolhe uma selecção de tendências e suposições que parecem especialmente interessantes de analisar.

Por exemplo, no tema da educação destacam-se ideias como a valorização do princípio de inteligência colectiva, os conteúdos educativos de código aberto e a aprendizagem virtual (particularmente imersiva e de simulação da realidade). Aqui fica uma breve selecção deles.

Passado – Futuro
O ano 2030 está a 22 anos de distância. Ao olhar para os últimos 23 anos ficamos com uma ideia da velocidade e da magnitude das mudanças que experimentámos durante esse período de tempo. Há vinte e três anos estávamos em 1985. Nesse ano, quantas pessoas acreditavam que a República da Coreia no ano de 2008 competiria com êxito com os Estados Unidos em certas áreas dos transportes, da informação, e das industrias de comunicação? Ou que milhões de pessoas seriam capazes de procurar milhões de referências electrónicas em menos de um segundo, e logo de seguida voltar a fazê-lo, sem custo adicional? Há vinte e dois anos, que Ministério da Educação tinha o objectivo de ligar os seus estudantes
à Internet? A velocidade da mudança durante os últimos 22 anos parece muito rápida para muitas pessoas hoje em dia, ainda que os factores que tornaram possível essas mudanças continuem a acelerar-se. Como resultado disso, os avanços durante os próximos 22 anos serão ainda maiores. Quais poderão ser as mudanças para a educação e aprendizagem?

Inteligência Colectiva
La IC (Inteligência Colectiva) converter-se-á na palavra da moda, ao ser utilizada pelas principais instituições académicas como foco estratégico de investigação e ao demonstrar
que será o próximo passo lógico a seguir na evolução tecnológica e social. [Exemplo dele são] os protótipos de código aberto, de inteligência colectiva, descarregáveis do MIT ou de instituições parecidas.

Inteligência a Grande Escala
Mais pessoas trabalharão em conjunto para resolver os problemas. Isto tornaria possível os programas de melhoria de inteligência a grande escala, os quais optimizarão as economias nacionais e reduzirão a brecha entre ricos e pobres. Deveria estimular também uma participação mais significativa da sociedade civil na inteligência nacional, e reduziria a
repetição, a duplicação, e a confusão com o excesso e contaminação da informação. A aprendizagem virtual e as comunidades que tomam o controlo do processo de tomada de decisões poderiam gradualmente substituir os Estados Nação na tomada de decisões efectivas, aumentando a estabilidade social.

Conteúdos de código aberto

O código aberto, as comunidades de criação de conhecimento e o trabalho colaborativo em grande escala têm tido como resultado o uso muito mais alargado da informação, uma maior partilha social, e recursos educativos tais como a Wikipedia, YouTube, MySpace,
FaceBook, e SecondLife…[Se] dará inicio a outro Renascimento. Grande parte da educação tradicional será substituída por uma aprendizagem baseada e alojada na Web sustentada por colaboradores em conteúdos e códigos abertos… Os standards de código aberto devem ser tomados em conta para que um software de simulação educativa se torne mais exequível. Os estudantes que aprendem por meio de computadores serão melhor alcançados através do uso de redes sociais como o Facebook e o MySpace, os quais poderiam mudar para mundos de RV [realidade virtual] de base avatar.

Aprendizagem Experiencial Imersiva
No ano de 2030, as simulações de realidade virtual com aprendizagem programável encontrar-se-ão disponíveis e utilizam-se a nível internacional, sendo responsáveis por cerca de um terço da experiência tele educativa nas escolas primárias e secundárias. Estas simulações permitirão às pessoas progredir ao seu próprio ritmo, sós ou em grupos. Estas são desenhadas sobre a base de conhecimentos derivados da ciência cognitiva. Estas diagnosticam e adaptam-se ao estilo de aprendizagem dos indivíduos ou grupos. Esta aprendizagem experiencial imersiva terá um impacto no crescimento contínuo. As simulações podem satisfazer tanto as necessidades dos indivíduos como as experiências de aprendizagem colectiva.

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Sobre Jorge Borges

Professor.
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