“Competências TIC. Estudo de Implementação”. Vol. 1 [PDF - 21,8 MB] Download (I Edição, prevê-se a 2.ª Edição, em Janeiro) .
Aconteceu esta tarde no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.
Apresentação feita pelos autores do novo modelo. Presença de CFAES (Centros de Formação de Associação de Escolas) e alguns Centros de Competência.
Do seu sucesso depende o sucesso do Plano Tecnológico para a Educação. João da Mata (PTE) dixit. É verdade.
Contempla formação de formadores e formação de professores. Não poderia deixar de ser. Uma e outra devem ser contínuas e continuadas…
De notar que foi com a Equipa Computadores Redes e Internet nas Escolas (ECRIE) que houve pela primeira vez formação de formadores em Portugal. O mesmo aconteceu em relação à formação balizada por um referencial. Repete-se agora, por esta via.
Destacar a obrigatoriedade de toda a formação TIC incluir obrigatoriamente a temática da segurança na Internet, dá-se assim continuidade à formação de formadores feita recentemente nesta área (360 formadores formados de norte a sul do país) e promovida pela Equipa RTE (ex ECRIE) da DGIDC.
Pessoalmente parece-me que a questão da formação de professores é um imenso puzzle por construir… não basta a formação, por melhor que seja, ajuda muito, mas não basta. Outras medidas complementares e a outros níveis devem ser tomadas de forma articulada e visando objectivos concretos. Não se pode estar sempre a (re)começar. A imagem das roda(s) dentada(s) é ilustrativa.
Já o tenho dito repito-o. Não há compartimentos estanques, no saber nem na sociedade. Os currículos das universidades para os cursos da via educacional e não só, deveriam ser revistos. A formação de professores tem que se aplicar aos professores universitários. (Veja-se o plano francês). Os futuros professores não podem continuar a chegar à escola sem as competências mínimas exigíveis na área das tecnologias da educação. Com este estado de coisas teremos que estar sempre a recomeçar. Para que a situação mude não basta mudar currículos… será preciso mudar práticas e pôr as universidades a trabalhar para a sociedade do século XXI. Com a Rede e para a Rede e, neste aspecto, estão atrás do básico e secundário. É uma falha que custa(rá) caro ao país. (…)
A formação não pode (até pelo que digo atrás sobre a Universidade) ser datada. Isto é, cursos, oficinas de 25h, de 30h… tem de ser continuada, e sempre contextualizada com as actividades de sala de aula. O professor tem de a ver, de a encarar, como útil e facilitadora para a sua actividade quotidiana com os alunos. Só assim se apropriará do saber e do saber fazer inerente, indispensável e conducente à tão desejável quão indispensável mudança de atitude, em relação à tecnologia.
(Continua)
