Modelos abertos de conhecimento, criação e inovação.
Maio 3, 2008 por Jorge Borges
“It may be more important for our children to learn how to innovate with any technology than it is for them to learn and develop some particular technology.” (Richard Baldwin)
É possível observar que o elemento central da inovação educativa está nas novas formas de utilizar o conhecimento. Quer dizer, por sobre o discurso dos últimos anos que focaliza as melhorias pedagógicas unicamente através do equipamento tecnológico, para minorar a chamada brecha digital, hoje evidencia-se a importância de estimular processos de apropriação tecnológica relacionados com o desenvolvimento de novas habilidades cognitivas, resposta às exigências da Sociedade do Conhecimento.
Combater a brecha do conhecimento, vislumbra-se como um dos desafios centrais que deve enfrentar a educação actual. Quer dizer, não tentar resolver os problemas da educação unicamente com equipamento e conectividade, mas sim pondo no centro da melhoria educativa o desenvolvimento de novas competências e formas de produzir, partilhar, distribuir e ampliar o conhecimento individual e colectivo, tanto entre docentes como nas interacções docente-estudante e estudante-estudante.
Dito de outra maneira, passar do paradigma tecnologizante dos “trabalhadores online” à ideia de “trabalhadores do conhecimento”. Entendendo que estes últimos, contam com competências para usar as tecnologias de informação, mas ao mesmo tempo, possuem uma ampla bateria de e-competências (e-skills) relacionadas com a inovação, a adaptabilidade, a criatividade, a abertura ao intercâmbio e à aprendizagem continua, entre outras.

Por fim, sugiro visitar a agência finlandesa de inovação e tecnologia (Tekes) especialista em temas relacionados com desenvolvimento tecnológico. Na sua web poder-se-á ver um trabalho prospectivo especialmente interessante: “Social challenges as the basis for foresight Cooperative project between”. Recomendo a secção Media and ICT in everyday life (p.10-30). Este trabalho, elaborado pelo NISTEP (Japan) and Tekes (Finland), foi publicado este ano.
[c/clik maior]
Os finlandeses têm uma ampla tradição na cultura da abertura (Linux). Nesta linha do tempo esboça-se o devir da “abertura estratégica” das próximas décadas.
Recursos complementares:
Innovation, Journalism and Future (Innovation Journalism in Finland 2007).
