“It may be more important for our children to learn how to innovate with any technology than it is for them to learn and develop some particular technology.” (Richard Baldwin)
É possível observar que o elemento central da inovação educativa está nas novas formas de utilizar o conhecimento. Quer dizer, por sobre o discurso dos últimos anos que focaliza as melhorias pedagógicas unicamente através do equipamento tecnológico, para minorar a chamada brecha digital, hoje evidencia-se a importância de estimular processos de apropriação tecnológica relacionados com o desenvolvimento de novas habilidades cognitivas, resposta às exigências da Sociedade do Conhecimento.
Combater a brecha do conhecimento, vislumbra-se como um dos desafios centrais que deve enfrentar a educação actual. Quer dizer, não tentar resolver os problemas da educação unicamente com equipamento e conectividade, mas sim pondo no centro da melhoria educativa o desenvolvimento de novas competências e formas de produzir, partilhar, distribuir e ampliar o conhecimento individual e colectivo, tanto entre docentes como nas interacções docente-estudante e estudante-estudante.
Dito de outra maneira, passar do paradigma tecnologizante dos “trabalhadores online” à ideia de “trabalhadores do conhecimento”. Entendendo que estes últimos, contam com competências para usar as tecnologias de informação, mas ao mesmo tempo, possuem uma ampla bateria de e-competências (e-skills) relacionadas com a inovação, a adaptabilidade, a criatividade, a abertura ao intercâmbio e à aprendizagem continua, entre outras.

Por fim, sugiro visitar a agência finlandesa de inovação e tecnologia (Tekes) especialista em temas relacionados com desenvolvimento tecnológico. Na sua web poder-se-á ver um trabalho prospectivo especialmente interessante: “Social challenges as the basis for foresight Cooperative project between”. Recomendo a secção Media and ICT in everyday life (p.10-30). Este trabalho, elaborado pelo NISTEP (Japan) and Tekes (Finland), foi publicado este ano.
[c/clik maior]
Os finlandeses têm uma ampla tradição na cultura da abertura (Linux). Nesta linha do tempo esboça-se o devir da “abertura estratégica” das próximas décadas.
Recursos complementares:
Innovation, Journalism and Future (Innovation Journalism in Finland 2007).
