Depois da universalidade da Banda Larga, as escolas portuguesas (cerca de 1200) vão ser dotadas de redes locais estruturadas. Trata-se de um investimento de 75 000 000 €, que dá corpo a uma revolução que por sua vez vai permitir, espera-se utilizar a tecnologia de forma transparente, mais transparente. Os professores irão ter mais disponibilidade para cumprir a missão da escola que é a de ensinar, integrando nos currículos a tecnologia de forma transversal. Sobretudo o coordenador TIC e a respectiva equipa.
A propósito da utilização limpa de software e da web 2.0, e para os mais distraídos, de referir o movimento subterrâneo que vem crescendo e que se prende com a utilização do software livre, patrocinado em boa mediada pelo Ministério da Educação:
Todas as escolas do 5.º ao 12.º anos têm hoje ao dispor uma plataforma Moodle, com alojamento garantido na FCCN, e pago evidentemente pelo Ministério da Educação. Neste momento a nível mundial somos o primeiro país na utilização do Moodle.

As escolas começam agora a perceber as vantagens dos CMSs. O Joomla é rei aqui. Dispensa a aquisição de software e a actualização é feita via browser. Para já há uma série de Centros de Competência CRIE que disponibilizam gratuitamente estes CMSs. Permitem ainda que a página da escola seja realmente feita pela comunidade escolar, mercê dos níveis de permissões que garantem. O mesmo não acontece quando se recorre ao Frontpage ou qualquer outro software similar, onde o administrador/autor só pode/deve ser um, quanto mais não seja por razões de segurança.
Em Dezembro haverá, para as escolas que o entendam adoptar, uma versão Alinex (o Linux da Universidade de Évora, com base UBUNTU) autónoma para equipar as mais de 1200 Salas TIC.
Caminhamos finalmente para a invisibilidade da tecnologia na escola?